Contar é praticamente o que faz da vida.
Conta os passos, crassos
Os lados, calados
Os braços, abraços
Os beijos, roubados
As horas, oras.
Conta as estrelas
E prefere as noites escuras, contam-se mais.
Gosta de pensar como as vê,
Ainda que não haja.
Gosta de fazer de conta.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
Como nascer e morrer
Um, dois, seis vãos
Um saleiro úmido
Duas bisnagas, vermelha e amarela
80 centimetros em cada lado
Marrom, de madeira
Marrom também a garrafa sobre ela
Alguns escritos em alto relevo
Rótulo dourado, letras vermelhas
Coberta por uma fina camada branca
Branca como a tampa ao lado
De ponta cabeça parecia uma coroa
Se pisasse, machucaria
Se bem tratada, abriria o caminho
Amarelo, de espumas
Em pé, de barba por fazer
com o bloco e o lápis em mãos
As marcas entregando a vida dura
Os olhos denunciando a madrugada
- Dois copos, seu Carlos?
- Um só. Porque há certo gosto em pensar sozinho.
É ato individual
Como nascer e morrer.
Assinar:
Postagens (Atom)