quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dimensões!

 Bom, faz tempo que não falo de Matemática por aqui, então lá vai!

 

Um dos assuntos mais intrigantes relacionados à matemática é, sem dúvida, o estudo das n dimensões de um espaço.

Mas o que significa uma dimensão? Existe a quarta dimensão? Somos realmente seres que vivem num espaço tridimensional?





A matemática possui uma área que dedica parte de seus esforços exatamente aos estudos dessa questão: a topologia.

Um projeto francês realizou um filme que trata as dimensões de um jeito bem matemático visando popularizar um pouco as teorias matemáticas sobre o estudo dessas dimensões.



Nos primeiros capítulos, encontramos um pouco de duas dimensões, passando pela cartografia e por artistas famosos. No decorrer do filme, vamos passeando pelas outras dimensões, até chegarmos, finalmente à quarta!



Essa é a "sombra" de um "sólido" de 4 dimensões!



Você sabia, por exemplo, que existem objetos de dimensão 1,5? Isso mesmo! Nem 1, nem 2, 1,5!

Essas e outras bizarrices podem ser entendidas nessa viagem de duas horas, que você pode encontrar gratuitamente e sem cometer crime algum aqui (via torrent), aqui (online), aqui (com o link direto) ou ainda aqui (comprando o DVD)!

Ah, e não se esqueçam da legenda!

Outra indicação sobre o assunto é a divertida animação "FlatLand". Abaixo, o Trailler:



Se alguém souber onde baixar, aceito a indicação :) Pra quem quiser comprar: http://www.flatlandthemovie.com/

Beijos!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Construindo José

"Construção" e "E agora, José?" sempre foram duas coisas que me encantaram demais! Primeiro o poema do Drummond. Um amigo do meu pai (José), deu um quadro com esse poema para ele. Ficava lá, pregado no corredor da casa. Sempre lia, e cada vez que lia, um pouco mais velho, ia entendendo a beleza daquelas palavras.



Já construção é daquelas coisas q a gente não presta muita atenção no começo. Descobri ela de verdade quando estava lendo sobre músicas com proparoxítonas e vi aquela coisa cheia de "métrica, rima e muita dor".

Indo ao post logo, resolvi juntar as duas coisas, verso a verso. Isso deve ter algum nome complicado que o professor Pasquale deve saber:

Construindo José

Como se fosse a última festa
Beijou sua mulher no apagar das luzes
Como se fosse único no meio do povo
A espinha esfriava a cada passo tímido.

José erguia-se em construção
Como você entre paredes sólidas
Um mágico sem nome
Zombando a cada lágrima
fazendo versos como se fosse sábado
Protestando pelo arroz com feijão.

José bebeu, dançou, gargalhou
Sem mulher, bêbado, no céu...
Papagueou um discurso,
um carinho flácido...
Agonizou sem beber
Fumou o tráfego
Cuspiu o último amor.

O beijo era como o dia que não veio
O bonde passou, como a perda do filho
Rir era como atravessar a rua bêbado
Utopia, como beber algo sólido
Acabaram-se as paredes mágicas...
Fugindo sempre do lógico
Cimento mofado, embotado,
José era príncipe!

GRITA!
Geme, chora, dorme, cansa,
Morre...